.

Páginas

.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O queridinho das mães



Minhas amigas que o digam, todas as mães delas gostam muito de mim. Não, eu não estou me gabando, mas realmente sempre foi assim. Às vezes as mães gostavam de mim até primeiro que as filhas.

Com todas as minhas amigas foi a mesma história, conhecia elas no colégio, criávamos intimidade, até o dia que as mães delas me conheciam. Aí pronto, gostavam do meu jeito e sempre me chamavam para voltar na casa delas.

Desde os meus cinco anos isso acontece, e, pelo incrível que pareça, no fundo isso fazia eu me sentir péssimo. Todo garoto sabe que a menina que serve para ser sua melhor amiga não serve para ser sua namorada, na maioria dos casos, e no meu caso toda garota que eu me aproximava virava uma amiga minha.

Nenhuma delas queria ser minha namorada e me via como um garoto muito bacana que valia a pena ter sua amizade, e isso só fazia aumentar os complexos na minha vida. Observando esses acontecimentos depois de anos, eu comecei a forçar uma mudança em mim, tentando deixar de ser o queridinho das mães para ser o queridinho das meninas. Quem disse que deu certo?

Essa falsa mudança fazia eu me desvalorizar ainda mais e deixar de ser que eu realmente era, ocultando todas as coisas boas que eu tinha para passar e acrescentar na vida das pessoas, além de ter sido um mega mico a minha “atuação”.

Resumindo, com essa experiência eu aprendi que por nada vale a pena esconder a verdadeira pessoa que existe dentro de nós, porque, além de nos machucar e criar raízes ruins para o nosso futuro, nos leva ao erro de entrar em relacionamentos falsos.

No final de tudo, não consegui fazer um papel por muito tempo e voltei a ser quem eu era antes, o mesmo queridinho das mães, e o processo continuou rolando. Sinceramente não ligo, isso faz parte de mim, fazer o quê! :)

Nenhum comentário:

Postar um comentário