Minhas amigas que o digam, todas as mães delas gostam muito de mim. Não, eu não estou me gabando, mas realmente sempre foi assim. Às vezes as mães gostavam de mim até primeiro que as filhas.
Com todas as
minhas amigas foi a mesma história, conhecia elas no colégio, criávamos
intimidade, até o dia que as mães delas me conheciam. Aí pronto, gostavam do
meu jeito e sempre me chamavam para voltar na casa delas.
Desde os meus
cinco anos isso acontece, e, pelo incrível que pareça, no fundo isso fazia eu
me sentir péssimo. Todo garoto sabe que a menina que serve para ser sua melhor
amiga não serve para ser sua namorada, na maioria dos casos, e no meu caso toda
garota que eu me aproximava virava uma amiga minha.
Nenhuma delas
queria ser minha namorada e me via como um garoto muito bacana que valia a pena
ter sua amizade, e isso só fazia aumentar os complexos na minha vida.
Observando esses acontecimentos depois de anos, eu comecei a forçar uma mudança
em mim, tentando deixar de ser o queridinho das mães para ser o queridinho das
meninas. Quem disse que deu certo?
Essa falsa
mudança fazia eu me desvalorizar ainda mais e deixar de ser que eu realmente
era, ocultando todas as coisas boas que eu tinha para passar e acrescentar na
vida das pessoas, além de ter sido um mega mico a minha “atuação”.
Resumindo, com
essa experiência eu aprendi que por nada vale a pena esconder a verdadeira
pessoa que existe dentro de nós, porque, além de nos machucar e criar raízes
ruins para o nosso futuro, nos leva ao erro de entrar em relacionamentos
falsos.
No final de tudo, não
consegui fazer um papel por muito tempo e voltei a ser quem eu era antes, o
mesmo queridinho das mães, e o processo continuou rolando. Sinceramente não
ligo, isso faz parte de mim, fazer o quê! :)

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